quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Preciso encontrar o meu...


Garder les yeux encore un peu fermés pour te voir sourire dans le noir, une mousse d'étoiles, on lève les voiles, entends-tu ma voix qui te chante reviens-moi?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Apazigua meu amor, apazigua

É. E não é que Santos me trouxe paz? A família, a casa, a paz, as certezas. Aqui tenho isso e mais um pouco. Passar outro mês nessa cidade não parece ser a pior coisa do mundo. Por hoje só quero casa e aconchego. Mas a farra que me aguarde...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Decifra-me ou devoro-te

Tudo está nisso. Em decifrar-te. Mas não consigo. Enlouqueço. Talvez seja a sobriedade que lhe falte, quem há de saber? Já sussurrei, já falei, já gritei, e nada. Toda ação precisa de uma reação, por isso eu fico esperando. A saudade continua sem machucar, porque as lembranças que tenho de ti são perenes, tranquilas, felizes. Tal como sua presença, com adendo de confuso. Porque enquanto eu engasgo com tantas palavras, sobra-te o silêncio que não sei manter. Inicio os meio sorrisos, os meio olhares. Sempre buscando respostas. Esse "é isso porque é isso", nunca me desceu bem goela à baixo. Mas por enquanto é isso, porque é isso.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Enfim, triste

Meu tempo está confuso. Sinto-me perdendo horas da minha vida. Deixando-as passar vagamente. Enquanto isso estou perdendo todo meu cerne. Meus dias estão arrastados, monótonos e iguais. Sinto que já vivi três meses desde que cheguei em Santos. E o pior é que não passou nem um mês inteiro. Não acredito que as férias passadas tenham sido assim, porque sinto hoje meu corpo dolorido por essa experiência vã. Assumir essas palavras, torná-las reais e conexas, me entristece. Sinto-me verdadeiramente triste.

Honestamente

me sinto perdida.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Universo poético-egocêntrico

Às vezes preciso me dilacerar em palavras. Preciso arrancar as roupas e me manter clichê e nua. Mas principalmente nua. Porque às vezes canso de mim, canso de minhas palavras, canso de toda essa rotina mediana, mesmo não querendo nenhuma outra. E de qualquer forma eu preciso dessa vida de mentiras e fingimento e prazeres e boemia e promiscuidade e enganação. Eu preciso de um lado sórdido que seja belo por ser real apenas em poesia. Eu preciso me embrenhar no tortuoso caminho literário que inventei de seguir. Eu preciso me abrir, me descobrir, me reinventar todas as vezes que errar esse caminho. Porque sou eu que estabeleço o certo ou errado nesse meu universo poético-egocêntrico. Sou eu que não gosto, sou eu que desgosto, e até mesmo sou eu que por vezes amo o que escrevo.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sonhos e pesadelos

Hoje eu acordei sobressaltada. A impotência sempre foi algo que me perturbou as idéias. Mas invadir meus sonhos e transformá-los em pesadelos? Aí é partir pro pessoal. No sonho um amigo meu da realidade, lutava fielmente ao meu lado, coisa que me deixou muito feliz. Ele, meu amigo, continuava a ter seu jeito engraçado, estabanado e divertido mesmo tendo que enfrentar o pior dos seres maléficos que eu já li sobre. Isso na hora do medo, me tranquilizava imensamente. Eu quase morri várias vezes. Não tive medo de morrer, mas abandonar os outros era algo que me dava um nó na garganta. Mas então essa batalha cessou. Sem vencedores. Eu fiz sumir num carrinho de bebê, algo que o ser maléfico nunca ousaria encostar (não sei porquê), o tal objeto pelo qual estávamos travando embate. Corri falsamente à procura, o ser em meu encalço. Mas quando chegamos na multidão, o ser maléfico se esvaiu. E então, no meio da multidão, onde mais parecia uma praça-ponto-de-encontro, avistei-o. Ele, um cara que mal conheço na vida real, era, pra mim, meu grande confidente nesse sonho. Desesperada, precisava de alguém que acreditasse em mim, que me ajudasse, que me salvasse. Perguntei pra ele se acreditava em seres mitológicos. Ele fez cara de cético. Eu disse que já tinha visto uma phoenix. E me lembrava perfeitamente disso. Ele fez cara de cético. Eu disse que tinha poderes. Ele fez cara de cético. Meu coração apertou, senti que o amava, e que ele não acreditava em mim. Então, como sempre acontece em sonhos, as pessoas, a multidão, começou a se dispersar sabe-se lá porque. Sei que nisso perdi minha bolsa. Opa, partir sem minha bolsa? Jamais. Pedi para ele me esperar, e fui procurar a bolsa. Alguns serezinhos menos importantes, mas malvados, tinham-na jogado no lixo. Recuperei correndo e voltei correndo. Ele continuava me esperando, com cara de cético. E quando íamos pra casa dele (que de um instante pro outro estávamos em um navio), o número da cabine dele não era um número, mas sim um símbolo que eu tinha visto no começo do sonho (porque claro teve coisa antes disso, mas não me lembro) e que era mau agouro. Não deixei ele entrar. Vimos então que na cabine da frente fulana tinha acabado de entrar, amiga dele. Ia entrar na cabine com ela, mas ele me impediu, estava começando a achar tudo bobagem. Eu sabia que tinha que tirá-lo dali. O ser maléfico sabia que eu o amava, e ia matá-lo. Estávamos num corredor de navio. Mas eram só as duas cabines no mesmo segmento do corredor, que era fechado por portas com olho mágico. Fui olhar uma das portas, estava fulana com a mala, como se estivesse indo pra cabine. Na outra porta, também. ARMADILHA! Mas eu não conseguia nos teletransportar dali, ou para os entendedores, não conseguia aparatar. E os falso-fulanas estavam se aproximando. E eu não conseguia fazer nada, não era poderosa o suficiente. E então instalou-se o medo, a impotência, a agonia. Até que acordei, sobressaltada...