É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Faz falta o que falta
Ele foi muito do meu sorriso. E até agora invejo a mim mesma por ter tido tanto daquele sentimento. Continuo sem saber quando foi, como foi, e porque foi que tudo se esvaiu. Eu não perdi o controle, mas eu o perdi. Nossas trocas de olhares antes tão afetuosas hoje são carregadas de lamento. Meu sorriso agora é um forçado meia boca que se perde no passo seguinte. Minha maçaneta já não acha graça. Minha chave já não vacila. Minha porta se mantém fechada. E eu tentei novamente. Mas ainda lhe falta sobriedade, me falta admiração, nos falta carinho.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Nego alvo

Meu baiano alvo.
Brancura com o pé na terra,
com a mão na terra,
com a alma livre.
Ginga valsada, suada, risada.
E solta a magia quando joga na praça.
Meu baiano alvo.
Enxerga o mundo virado,
mas se vira e encaixa no mundo.
No samba eu me junto e sorrio.
Fazemos o mundo girar.
O frio já não é nosso amigo.
Eu giro e me encaixo,
porque é de samba e gingado que vou me esquentar.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Não são eles...
"Não é ele quem eu quero. Na verdade, não é nem ele que eu tenho. Sem grandes possessividades, é apenas a simples liberdade de poder deixá-lo ser algo pra mim. Mas eu não o quero. Sei que ele também não me quer. Mas vivemos nesse impasse de não querer e estar e não estar ao mesmo tempo."
E era isso que eu tinha escrito. Ainda bem que foi só isso que escrevi, porque foi só isso que de importante ocorreu. O depois foi que o impasse do não querer estar não estando, ficou só no não estar. Em seguida - já que nada tarda a acontecer na minha vida - voltou a existir um outro que já era passado.
Mas não é ele quem eu quero. Na verdade, eu sei que quase o tenho. Sem grandes possessividades, é apenas a simples liberdade de poder deixá-lo tornar-se algo pra mim. Na verdade eu acho que não o quero. E nem sei se ele me quer. Mas vivemos nesse impasse de nunca saber e estar e não estar ao mesmo tempo.
Não são eles quem eu quero. E sou eu que estou não estando o tempo inteiro.
sábado, 26 de março de 2011
Puro
Entendo. É éter. Talvez bastante da minha parte, por obrigar-me sê-lo. E sou. Porque fico matutando inconsequências. Porque fico discursando o desapego. E se não o quero, preciso. Não me sinto andorinha, vou e volto e faço eu o meu verão. Eu não quero o que eu prego, mas se prego vou querer. E agora, só agora, eu quero. É o meu jeito errado de tentar fazer o meu jeito certo. Mais do que éter, é meu. Mais do que ser meu, sou eu.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Queria querer de novo
O pior é saber que de alguma forma ainda prezo um certo tipo de carinho por ele. Porque em nenhum momento eu não gostei dele, apenas fui desgostando. Mas também não sei dizer o que é que me faz falta. Acho que é mais o contato, o toque, as tatuagens. Que engraçado... As tatuagens. E agora eu prezo tanto um corpo virgem de desenho, uma mente tranquila de forma verídica. Eu não sei onde eu errei. Não sei nem se houve erro. Simplesmente se desfez, dissipou, vagou ao vento. Nem vento, muito menos vendaval, foi uma brisa que me tirou alguém que eu aprendi a gostar, e desaprendi surpreendentemente rápido. É, queria mesmo querer de novo, querê-lo de novo...
sexta-feira, 18 de março de 2011
Não é possível...
Eu devo mesmo gastar felicidade. Assim, como se fosse uma coisa que quase acaba. Talvez depois renove, mas quase acaba. Hoje é um dia que quase acabou minha felicidade. Porque ontem, ah ontem... Ah festa... Ah noite... Dizer que eu transcendi é absolutamente plausível. Foi de novo aquele prazer inigualável, aquela diversão que não cabe. Eu não cabia em mim ontem, sentia-me gigante, e nada mais me importava. Eu era toda amor, eu era toda luz. Sentia-me o Sol. Eu era mesmo o Sol, e não uma folha marrom boba. Não mesmo...
domingo, 13 de março de 2011
As maravilhas
Entrei num mundo novo. Me senti quase um Marco Polo, só um pouco mais humilde. Começo a desvendar a partir de amanhã uma cultura que andava paralela à minha. Sou sim uma nova pessoa. É uma nova ginga por aprender, novos passos, novos pensamentos, e até mesmo uma renovação da minha alma. Um auto-conhecimento que busquei, encontrei, perdi e enfim encontrei novamente. Aumento meu respeito, meu silêncio e meu aprendizado. É justamente isso, não quero ser mestre, quero ser aprendiz.
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