sábado, 31 de dezembro de 2011

À Marina Mello, minha amiga secreta.

(Para ler ao som de: Estela Cassilatti - Al)

Das águas ela surge em tons de vermelho, rosa e rubi. Destoa de tudo, combina com tudo. É mais que marinheira de várias viagens. Por ela mergulhe, por ela se afogue, e dela não se despeça. Limpidez não lhe cabe, ela é de água turva, de fervor, de sílabas, de calor. Arrebata os mares, as marés, as tormentas. Mas nunca quererá desvendar esse mundo sozinha. Então de proa à popa acompanhe-a, desvende-a, desmistifique-a. Será sim um desafio mas não a desafie. Seu olhar te jogará ao longe. Meio sol, meio lua, nada a define. Sereia indômita. De paixão inesgotável e vontade inquebrantável. Expressionista, impressionista, não importam os pés de profundidade, ela sempre surpreende. Se maquia, mas não se mascara, dona de uma só cara.


Revelação do Amigo Secreto, terceira edição

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Secaram-se todas as palavras que tinha dentro de mim.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sempre tem um dia

Hoje estou com raiva. Fazia tempo que não sentia isso de um jeito instalado na boca do estômago. Hoje sinto que não confio em ninguém, e nem quero confiar. A dúvida é o que me resta à cama. Estou com raiva do ser humano, das pessoas que eu conheço, da falta de honestidade, da falta de vontade, da falta de tempo. Estou com raiva de estar sentindo raiva, e isso vira um ciclo sem fim. Mas que agora eu não quero deixar de sentir. Estou com raiva de fazer questão das coisas, me esforçar pra não precisar que as pessoas sintam o mesmo, e continuar me frustrando com isso. Agora isso já é burrice. O ser humano não merece, e só. Ele é egoísta, insípido, usurpador, manipulador, compulsivo, sórdido, ignorante, ignóbil, insuficiente. E eu tenho raiva.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Blogueiro Secreto

Mais um final de ano, mais uma troca de belas palavras. Ano passado já participei dessa deliciosa aventura de desvendar alguém através do mundo cibernético. E tal qual sinto que o fiz bem feito, o fizeram pra mim também. Estou falando do amigo secreto dos blogueiros... Se você tem blog e quer participar, só entrar no blog e ver como é:

Ano passado eu tirei a Melissa (Mel que não é mel melado!)... Tá aí o meu presente pra ela:

Quem me tirou foi a Natália...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Eu só queria estar ali

Talvez a luz .Talvez a rouquidão. Talvez a boca entreaberta. Mas definitivamente, paixão. Não é jogo de áses maiores, nem é música valsada. É encanto puro e derretido. É entranha. É completo. É samba e suor. Ele é amarelo, é marrom. E sei que esse pêndulo não está em tempo de parar. É relógio que não marca as horas. O tempo nos respeita, e nós respeitamos o tempo. Não tem plano, não tem regra, não se explica, não se conta, não se define. Mesmo que se pudesse tudo isso, eu continuaria não fazendo. Não sou eu, não é ele, nem somos nós. É por si só. E todas as vezes que parti, o fiz leve. Não foi pesado, mas também não saciado.

sábado, 22 de outubro de 2011

2011

Em janeiro eu amava um. Em fevereiro lamentei mas deixei de amar. Em março foi o segundo. Em abril o segundo me largou. Em abril mesmo conheci o terceiro. E passaram maio, junho e julho. Em agosto ele me amava. Agosto mesmo passei a amá-lo também. Em setembro as coisas complicaram. No meio de outubro eu desisti. O quarto eu odiei. No final de outubro veio o quinto, que é o mesmo de dois anos e meio atrás. Mas no fim, amo mesmo aquele que eu não numerei.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Marinheiro só

Hoje conheci um marinheiro, Martin Gonzalez. Me lembro de uma cor azul e uma chama quente no meio do mar... Conversamos pouco e durante nossa conversa sobressaía apenas o cheiro de alfazema. Seu toque me era leve. Os tambores rufavam ao nosso lado. Ele fala pausada. Eu voz tremida. Eu pisava sobre o mar, não sei como, mas nos mantínhamos em pé. Ele me disse para continuar, seguir em frente. Mas que nunca deveria esquecer o diálogo com olhos nos olhos. Ele, mantinha os olhos fechados, pensava muito. Contou-me sobre a necessidade da água. E disse que perto ou longe dela, ele estaria ao meu lado...