terça-feira, 15 de outubro de 2013

Depressão

Faz menos de uma semana eu estava conversando sobre isso. Sobre o quanto as pessoas às vezes acham que depressão é sinônimo de frescura. Inconscientemente eu achava isso. Não por preconceito, mas porque era uma forma minha de evitar aceitar o que crescia em mim.
Hoje eu tive meu primeiro surto de depressão. Simplesmente sentei na cama e me senti sem forças pra viver. Me senti perdida. E comecei a chorar. Não sei dizer por quanto tempo. Porque ainda sinto o choro dentro de mim. Soquei armário, porta, janela. E fiquei andando de um lado para o outro tentando dissipar essa energia negativa. Até que fui lavar o rosto e me encarei no espelho.
Eu nunca tinha me visto com aquela expressão de derrota, de dor. E me pus a chorar novamente. Incontrolavelmente. Soluçando os gritos que nem pra isso eu tinha mais força. Conversei comigo mesma.
E chorava.
Tentei implementar posturas de poder. Uma vez vi uma palestra que isso ajuda o inconsciente a se fortalecer.
Mas quando me via me esforçando muito para sentir essa sensação. Via meu reflexo se empertigando mas nos olhos a mais profunda melancolia. Eu senti dó de mim mesma. Pena. Me sentia um ser derrotado.
Derrotado.

Pensava em quem poderia ligar. Mas o medo de ser chamada de fresca me impossibilitou.
E por isso resolvi postar. Porque se alguém ler, saberá de tudo, mas não precisarei repetir.
É difícil ouvir-se dizendo: Eu estou deprimida.
Até eu mesmo achei que fosse brincadeira.
Mas repetia mais alto: Eu não quero ficar assim. Eu não quero ser assim.

Mas eu mesma esquecia da minha crença. De que o mundo não ouve o "não" das frases.
Preciso saber e acreditar no que quero ser.

Se você ler isso, me ajude.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mais do mesmo

Me sinto jogando flores transparentes para o alto e fico aqui olhando perdida, tentando achar as que reluzem translúcidas pelo raio solar que recebem. Queria ser uma flor transparente, queria ter um raio solar só pra mim. É como achar um lugar ao sol, pode ser por entre as folhas de uma árvore opaca... Mas penso quando o farfalhar floral vai acalmar novamente meu coração. Essas fases da vida são ciclos que me perco muito rápido. Me perco nos caminhos de 22 anos sem ascensão. Quais são os momentos da minha vida que eu gostaria que nunca tivessem acabado? A gente diz que não sabe listar simplesmente porque não quer gastar tempo achando os momentos em que o sol nos encontrou, por que a maior parte do tempo ele ficou retido na folha opaca que às vezes pra outra pessoa brilhava de uma forma especial... Hoje me peguei pensando que não faço mais nada em coletivo, num movimento. Será que isso é a materialização do meu egoísmo? Será que eu quero ser essa pessoa? Meu momento que eu não queria que acabasse, mas que devem sempre acabar, eram as construções do Teto... Mas da última vez nem isso me tocou de novo! É isso, NOVO. Tô precisando me reinventar, como sempre. SEMPRE. É de novo aquela sensação de 5 anos atrás, quando não sabia para que faculdade iria, para que cidade iria, que rumo eu seguiria. E depois de 5 anos as angústias que me pegam são as mesmas. Sempre querendo me metamorfosear, transformar em algo que eu nunca fui antes. E desses meus singelos 22 anos, tenho certeza que o período que mais cheguei perto de uma grande transformação foi aqui, em Presidente Prudente, com os amigos que viraram minha família... Acho que preciso silenciar, só isso... Digerir essa fase que se encerra, e encerrá-la ao melhor estilo!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

2012 de pouca inspiração, sugada pela rotina, sugada pelo não!

Às vezes...

...é apenas deixar-se perceber que tudo o que você precisa dizer cabe na pausa do silêncio...

Resolvi...

Resolvi me abrir de novo. Luz apagada, pés pro alto, janela aberta, poltrona nova, cortinas leves. Brisa leve que me suga noite a fora, me carrega além das esquadrias frias. E é só assim que as coisas fluem. O farfalhar quase mudo, soturno que se perde com o cheiro doce, oleoso, flutuante. É um prazer contido, entravado, escondido, quase que perdido. Mas é porque se acha quando a vista já se cansa. Sabe como é, é maré. É essa maresia ondulada que vai, e vem, e rodopia. Nem é preciso banho, o suor que se instale. Deixe que grude pelas paredes, que se misture. O sorriso não se desapercebe, ele existe. O caminho é longo, a estrada é pista simples, mas ele há de chegar... Pois se foi, há de voltar!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sigo o rumo mais prudente

É pátio apático em que fervilha o som e a fumaça.

É sem rumo, mas segue os trilhos.
É mergulho seco na seca do sertão,
Pois da seca há de brotar por algo novo.

Café quente e pés descalços:
A linha prende, mas nunca aprende.
Corta meio pelo, corta pelo inteiro.

A cidade até que nasce, mas é cega e surda.

E então ela que se sobe,
então ela que se desce,
Faz-se em nó, mas coronel desata.

Inflexível, ferrenha, dura e cruel.
Se afasta do mar, mas se engrandece.
Vão dizer que foi a Alta.

Nego e falo na lata:
tenho 20, foi em 20 e dou mais 20.
É o prazo pra tudo se acabar.



S.

Tenho medo de você.

Risco, rabisco, desvirtuo e continuo tentando.

Mas o que importa é seu abraço.
Me encaixo, me preencho, me afago e me acho.

Faz tempo, muito tempo, não há tempo.
E não há necessidade de dar em nada.
Há necessidade de ser.

Sumi seu nome!
Virou letra,
Pra que eu possa carregar comigo.