quinta-feira, 24 de julho de 2008

Outros nomes

Eu inventei outro nome. Talvez pela vontade de querer fugir de mim, de querer mudar. Ah, eu sempre tento mudar. Mas no fim, não me deixo mudar. Querer, tentar, deixar. Inventei uma nova pessoa, com outro nome, outra idade, mas os mesmo gostos, e todos os mesmos e amargos pensamentos. Sempre amargos, mas nunca pessimistas. Não sou, nem serei pessimista. O mundo não conspira contra mim. Não sou vítima. Mas sou culpada, e adoro ser a culpada. E acho graça. Acho graça disso e de todo o resto da vida. Acho graça em aflorar em mim esse lado ultra-romântico por causa de um filme. Não sou Camila, nem Poliana, mas sou Pétilin e tenho muito mais orgulho. E assistam 'Nome Próprio'.
"E se não gostou, pare de ler."

E é aqui que me perco e já não sei o que pensar. Quando tiro meu sapato, fecho a porta, e não deixo ninguém entrar. É nesse meu mundo que ninguém pode entrar. É um outro nome, uma mesma cara, e toda aquela velha história, ou uma nova história. São paradoxos, opostos e complementares. Se fundem em mim os pensamentos que vejo jogados no ar pelos outros. Tão pseudo-recicláveis. E ninguém os enxerga. Sou confusa, mas não peço que entendam. Só peço que não sumam.

Tudo isso é pra ninguém, pra todo mundo, e principalmente só pra mim.

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