sábado, 13 de dezembro de 2008

Luz, câmera, AÇÃO! [3]

http://www.youtube.com/watch?v=r00T2fd9HIc

A quebra de paradigmas

Às vezes eu sinto a extrema necessidade de retroceder para enfim avançar. O mundo tava girando muito rápido sem eu perceber. Como num ápice de alcoolismo, que o chão não é chão, e a frente não é frente. Eu tava cometendo os velhos erros de me culpar, de falar demais, de não me ouvir. Então agora eu não ouço ninguém e não falo nada. Preciso desse tempo pra me fechar e tentar acalmar tudo o que tava acontecendo. Tava vivendo uma vida bem wild. E realmente a minha trilha sonora tava sendo Prodigy. E vai continuar sendo... Mas agora eu vou ser a que fica sentada vendo os outros dançarem, se drogarem, e curtirem a vida adoidado. Vou ficar entorpecida e estagnada. Mas não vou recusar convites, quem quiser vir, que venha. O lado frio, insensível, não-amante e por vezes irritante, Pétilin de ser vai voltar à tona... Por um prazo curto, mas indeterminado...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Click! [11]

F               R A G          M                                        E N                                                                  T O S

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Quando tudo estiver acabado,
não haverá de estar tudo simplesmente acabado?

Hora de fechar

Eu sempre fico tentando enxergar o que eu fiz de errado. Mas agora que eu parei para pensar, esse era o jeito mais fácil que eu achava para não culpar as pessoas. Acreditar que o erro partia sempre de mim, era uma forma de me proteger do que os outros poderiam me causar. Assim, esse auto-torturamento apesar de doloroso estava sempre sob controle, já que era exclusivamente psicológico. Tinha com isso o propósito continuar mantendo todos perto de mim, mesmo que de certa forma eles, teoricamente, não fossem mais merecedores, por assim dizer, de tomar algum lugar em minha vida. Não encaro esse 'merecedores' de forma prepotente. Mas é fato que certas pessoas simplesmente não merecem nossa atenção. E até merecem coisas piores, apesar de eu nunca ser capaz de oferecer-lhes isso, porque no fim das contas é muito relativo. Mas justamente essa relatividade tem certo sentido já que, a vida é nossa, e temos o direito de julgar quem merece ou não viver conosco.

Blá, tudo muito confuso.

Mas fácil evaporar e fingir que o mundo explodiu.

Considerem que me fechei para balanço.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A falta de vontade

Nos últimos tempos virei uma criança mimada. Que vive pedindo as coisas, falando: EU QUERO MUITO. Que fica fazendo beicinho, falando: NÃO QUERO MAIS BRINCAR DISSO. E sinceramente eu estava achando tudo muito normal. Mas percebi que eu tava fazendo isso (como sempre eu demoro, mas descubro o porquê) por medo (e sempre é por medo...). Tô com muito medo de crescer. De ter que virar gente, estudar pra valer, morar sozinha. Agora toda a minha vontade de ser independente se condensou em medo. Acho que ter que escrever o discurso pra oradora, me faz ficar pensando em como vai ser ler o texto, o que eu vou sentir, e que realmente tudo o que eu escrevi é verdade. Não sou mais do colégio, não tenho inspetores pra cuidar de mim, nem 'aconteceu...' pra me fazer entrar na linha. Fico dividida entre o desejo de voltar no tempo pra curtir mais, e o medo de passar por todas as dificuldades de terceiro ano de novo. Foi um ano muito díficil pra mim. Não só pela escola, pelo vestibular. Mas por tudo o que me aconteceu. Caminhei a trilha de 2008 com uma venda. E as coisas foram acontecendo sem eu ver, sem eu realmente querer. Poderia ter falado menos, ter pensado menos, ter agido menos. O meu lado impulsiva se apoderou de mim assim que entrou 2008. Meu lado egoísta também. Não nego que fui extremamente egoísta. E sinceramente, enquanto eu não chegar onde eu quero, vou ser assim. Mas me faz falta as tardes de sol na praia, andando de longboard e jogando papo furado. Me faz falta as descobertas do mundo dos meninos. Me faz falta a descoberta da boemia. Não que eu conheça tudo, óbvio que não é isso. Mas a magia do novo, se perdeu. Tô cansada de toda hora ter que vir digitar pra fingir que alguém vai ler, me entender, me ajudar. Porque na realidade nem sei se preciso de ajuda. Tá na hora do meu clássico praia, mar, som, eu. E quem quiser me achar, quem fizer questão. É disso que eu preciso. Pessoas que façam questão de estar comigo, sem achar que eu sou perfeitinha, lindinha. Mas que vejam em mim, apenas eu. A Pétilin. Que gosta de pisar em folhas secas, que gosta de ler poesia, ouvir músicas do filme da Amélie Poulain, que gosta de deitar na grama, que gosta de sentar de perna de índio pra comer, que gosta de se alongar, que gosta de cheirinho de comida da vó, que gosta de fazer e receber chamego, que gosta de rir de coisas idiotas, que gosta de fechar os olhos e correr na praia, que gosta de sentar e ouvir o mar até o barulho do mar se misturar com os pensamentos, e os pensamentos não passarem de ser simplesmente o barulho do mar, que gosta de tinta, que gosta do cheiro da tinta, que gosta de ir ao cinema e ficar quietinha, que gosta de olhar, que gosta de dançar no meio de muita gente desconhecida, que gosta de fingir que tá em um filme, que gosta de gostar, de não gostar, de ter medo, de chorar, de se apaixonar, que gosta de deixar marcas, que gosta, gosta, gosta muito, de tudo, de nada. Só queria fugir pra outro mundo, e explodir esse daqui.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Para ler os seus olhos

Sou eu quem tenta ler as pessoas pelos olhares. Eu as encaro até mergulhar na parte mais profunda de suas íris. Tento descobrir as palavras que elas deixaram morrer na garganta. E eu fico sorrindo que nem idiota, porque, como sempre digo, eu acho graça de tudo. Não digo que acho graça e rio pra não chorar. Pelo contrário, às vezes acho graça e choro. Mas nesses casos, me parece extremamente cômico tudo o que as pessoas pensam. Todas suas preocupações tão distantes das minhas preocupações. Seus diversos modos de ser, pensar, agir, falar e até mesmo não falar. Às vezes encontro pessoas que eu não pronuncio uma palavra, mas que já entendem mais até do que eu queria falar. Enquanto outras tantas me fazem repetir mil vezes as coisas para ver se entendem o eu quis dizer. E no fim, fica sempre a dúvida. Fica sempre aquele gosto amargo no abraço. Aquele olhar acre de até logo. Aquele toque não-macio largando a mão. Não se sabe a próxima vez em que você segurará aquela mão que se distancia. Mas sabe que naquela montanha-russa, você ainda há de andar. E se não for aquela, haverá outras para você se divertir, se enjoar, querer gritar, querer rir e querer andar novo. Os terminais são diferentes, mas não deixam de ser simplesmente terminais. E querer complicar o que isso é, só cansa.