É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
sábado, 25 de julho de 2009
Completamente
Não sei definir meu sentimento. Fiquei pensando sobre qual sentimento iria falar agora, mas não sei. É um misto indescritível do que eu sinto agora. Sinto paixão, amor, saudade. É um bom resumo inicial. Mas sinto ansiedade, não aguento mais esperar. Eu hem. Onde eu fui me meter? Numa cidade à 667km de onde eu sempre morei, e agora me sinto uma verdadeira prudentina. Ouço mesmo sertanejo, às vezes me escapa um "r" interiorano, gosto de ver o mar como se nunca o tivesse visto antes, e mais, sinto saudades do meu quarto. Aqui em Santos até tenho o meu espaço, mas não consegui desfazer as malas. Elas ainda estão espalhadas no chão do quarto, como se eu não quisesse guardá-las com medo de não conseguir mais voltar pra Prudente. Também não quero me instalar aqui de novo. Vim meio que numa forma de obrigação, e até porque convenhamos, Prudente fica vazia em férias e feriados. É definitivamente uma cidade universitária, e é isso que move a cidade. Os fins de semana nada seriam sem as festas dos unespianos sedentos por liberdade, distantes de casa, de suas cidades. Mas conseguem fazer de Prudente um verdadeiro lar. Fiz amigos, companheiros de bar, de trabalhos, de colas em prova, de república. Senti muita saudade de abraço, mas já não sinto mais. Cada volta pra Santos abraço os amigos e amados daqui, cada volta pra Prudente também. Tenho laços, duas casas, dois lares, uma paixão dividida entre liberdade e casa dos pais. Apesar de me sentir em casa em Santos, aqui não deixa de me remeter à idéia de que casa minha mesmo é lá. Poxa, no telefone daqui de Santos tem até marcado "Pétilin casa". Pétilin casa... Minha casa. Minha e dos meus dois amorezinhos de Prudente, do apartamento 302.
Felicidade. Resume melhor ainda meu sentimento.
Estou completamente feliz...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Tísica
TU
BER
CU
LO
SE
Já faz 6 dias que a tosse não me deixa.
Mal do século. Invejo os românticos, invejo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Poliana apaixonada (3)
Pobre Poliana. Chegou à cidade do conde da Germânia, e se deparou com o inesperado: a cidade havia crescido rapidamente. Muitas indústrias foram construídas na região, e a cidade tornou-se então um pólo comercial. Com o aumento exorbitante da população, a busca pelo conde ficava mais complicada. Mas Poliana não desistiu. Rapidamente encontrou sua conhecida, guardaram, então, as malas e partiram pela cidade.
O conde ainda andava muito ocupado depois da viagem. E Poliana encantada com a cidade grande, começou a dispersar os pensamentos. Na primeira noite visitou um pub recém aberto. E com uns amigos da conhecida, aproveitaram como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Assim foi passando a semana de Poliana. Esperando um sinal de vida do conde, passou a aproveitar o que a cidade tinha a oferecer. As ruas pulsavam vida, não eram pacatas como sua cidade de origem.
Poliana era apaixonada, e não paciente. Cansou-se da correria, e decidiu ir embora no entardecer do dia seguinte. Era portanto sua última noite, e aproveitou da forma que melhor pôde julgar. Sentou na janela do apartamento da conhecida, morava no alto de um prédio, e começou a questionar-se sobre a vida, sobre os porquês. Mas principalmente martelava-lhe a pergunta: Quantos prédios ainda cabem nessa janela? - Poliana pensou, questionou, duvidou de si mesma e obteve respostas: seu noivo e seu amante, ambos desconhecidos.
Poliana voltou para casa.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Poliana apaixonada (2)
Ah, Poliana! Seus nervos estavam à flor da pele quando decidiu comprar passagens e pegar o trem. Seriam apenas duas horas de viagem. Mas era tempo suficiente pra fazê-la desistir. Começou a fazer suas malas, e esperava o entardecer. Poliana é do tipo de pessoa que se sente mais confortável em sair à noite, quando é mais difícil distinguir-se rostos.
Não pretendia demorar-se nessa busca, no máximo passaria uma semana fora de casa. Falou com alguns amigos, e encontrou uma conhecida na cidade do conde. Nada haveria de dar errado nos planos de Poliana. Para seus pais, era apenas uma visita à uma antiga amiga, nada de extraordinário. Jovens têm que viajar, explorar o mundo...
O conde da Germânia, segundo Poliana descobriu, acabara de voltar de uma viagem longa e cansativa. Talvez devesse dar um tempo para então encontrá-lo. Mas Poliana era esbaforida, e não teve a pretensão de adiar a viagem. Ela estaria linda em seu encontro, e faria o conde da Germânia nem se preocupar com o cansaço.
Feitas as malas, Poliana foi para a estação.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Poliana apaixonada (1)
Poliana se apaixonou por uma foto, por um riso gostoso que ela mesma imaginou, por uma voz que nunca ouviu. A foto era real. E baseada nisso ela fantasiou uma história de intensa paixão. Ele ainda carregava o título de conde, e morava numa cidade vizinha à sua. Poliana era jovem, esbelta, com cabelos ondulados sempre perfumados e um sorriso radiante cheio de alegria. Nada envergonhada, esbanjava uma personalidade forte e era cheia de atitude. Ele, um desconhecido.
Sabia dele apenas que era um conde inteligente e que nasceu na Germânia, mas logo cedo viera para o Brasil. O título era apenas para sua mãe exibi-lo como um homem imponente e superior, características que não condiziam com seu verdadeiro jeito de ser, no imaginário de Poliana. Para ela, o conde da Germânia era simpático e muito humilde, era um homem que dava valor para o trabalho e tornava-se realmente nobre quando ajudava o próximo.
Mas Poliana estava noiva, sua família arranjou um pretendente que satisfazia as próprias necessidades. Não perguntavam à Poliana sua opinião. O noivo, um qualquer. Apaixonada e comprometida. Poliana encontravasse num impasse, mas era forte, e não cambaleou frente ao problema. Traçou uma meta, e pretende cumpri-la.
Poliana apaixonada vai atrás do conde da Germânia.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
I watched a change in you
Ah sim, eu deixei: Lembranças, coisas e pessoas para trás. Mudei. E sou sempre egoísta o suficiente para não deixar que o mundo ao meu redor me acompanhe. Me acho suficientemente evoluída para ter que carregar o fardo do passado. Mas sinceramente, por vezes sou tomada pela saudade, ou pior, pela nostalgia. Nada insustentável, mas difícil. Às vezes o meu egoísmo se transforma em ciúme e possessão quando vejo que outras coisas que eu subjulgava também evoluíram, sem precisar da minha interferência. Assumir que o mundo se transforma independente dos meus quereres me incomoda. Sou sincera em relação a tudo isso, e espero que compreendam...
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