sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Meu coração dispara!

Ele não era meu. E nunca fora de verdade. Até porque algo assim tão possessivo nunca é tão válido. Eu só queria que ele estivesse comigo. Até porque sinto de novo o medo de deixar a cidade que é próxima, por uma outra muito distante. Eu lhe confessei me ser uma inspiração. Atitudes, gestos, palavras. Tudo me era reconhecível, antes mesmo de tornar-se amável. E quando tornou-se amável? Eu também não sei. Mas esqueci, é claro, de que nunca é tão fácil... Não diante da escolha que tomei ao querer partir pra longe. E quase esqueci seu rosto. E quase esqueci sua voz. Mas os dias que passamos juntos compensaram os dias que não o vi. Passamos mais dias, outros dias, juntos e separados. Não pelo querer, querer não nos faltou. E aí que me padece a alma. Eu me perdi no beco, eu me perdi em Gaudí, eu me perdi na chuva. Mas eu já sabia que seria assim... Encontrá-lo para perdê-lo, e me perder junto, ou separado...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Hoje eu fui julgada.

Confesso que me senti revoltada, inquieta, inconformada. Me julgaram de uma maneira tão natural, e sei que na verdade quem me julgava não era quem eu pensava. Me julgaram por expor minha opinião, por defendê-la. E disseram, novamente, que eu falo demais. E isso me entristece de uma maneira que não sei colocar em palavras. Então da mesma forma que me revoltei, me inquietei, me inconformei, agora calo-me. Não quero tomar as rédeas e ser julgada. Minha vontade pra isso é zero. Zero. No exato momento, a mesma intensidade que senti ao querer vir, quero ir. E vou.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Encontrá-lo para perdê-lo

Eu leio seu nome sem ler e arrepio. Todas aquelas letras juntas me causam um tipo de ciúme não enciumado. Mas elas sempre se embaralham... E acabo me perdendo nos pensamentos que elas juntas ou separadas, tanto faz, me causam. Aquele quarto não era meu, aquelas palavras não eram minhas. Mas meu corpo e minha vontade estavam lá. O que o não-término daquela noite me causa é inexplicável. Ficou entalada em minha garganta o querer falar do quanto eu te queria... E lá vou eu de novo. Lá vai ela de novo. Lá vamos nós: encontrá-lo para perdê-lo mais um pouco.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

E dá-lhe recomeços

Que felicidade esquisita. Me sinto MUITO feliz. Talvez a certeza de participar tão cedo de outra construção do Teto me dá uma alegria que não sei dimensionar. E não por mim, mas pelos outros. Novamente as famílias e os voluntários. Dá vontade de viver fazendo isso... E é fato que estou cheia de amor, animação, vontade, força, esperança e alegria para distribuir a quem os quiser. Mesmo tendo mil coisas pra fazer na faculdade, sei que no final tudo dará certo. É uma questão de escolha! Eu escolhi ser voluntária de corpo e alma! Que venha outro líder, outra equipe, outra família, outra construção. Não adianta... COMEÇOU NÃO PÁRA!!!!!!!!!!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Let it be


Me sinto tentando amar o mundo todo de uma vez só. Digo amar, porque tudo que amo, prezo de forma inimaginável. E atualmente, venho tentando tomar conta do mundo. O que me faz esquecer de mim. Não que seja ruim, mas tenho pensado mais nos outros, do que nas obrigações que tenho. E mesmo vivendo sempre mais o agora, do que o depois, ou do que o antes, sinto que estou deixando alguma coisa de lado. Esse turbilhão de pensamentos se deu pelo fato de ter revisto ontem o filme "Across The Universe". De fato, ele tem um poder sobre mim que não explicar. É um filme que me faz sentir todas as sensações possíveis. E me fecho numa nostalgia inigualável em seguida. Querendo corrigir uma realidade que não vivi, e nem poderia. Mas fico assim, amando histórias, coisas que fiz, pessoas que conheci, e me estranhando cada vez mais com a vida, com a verdade, com a arquitetura. Sinto que começo a conhecer tanto as coisas, e gostar tanto, que passo a estranhá-lhas. Não sei se isso tem sentido, mas é isso que estou passando. Ando sem assunto com as pessoas, mas me sinto cheia de opinião para coisas que as pessoas já não têm mais paciência pra conversar. Acho que enfim, e por incrível que isso pareça, começo a sentir falta das noites que passava bebendo no Jutas, lá em Santos, e falando sobre a vida, e falando sobre nada, tudo, e qualquer coisa que passasse pela minha cabeça, mas que não tinham nenhum embasamento acadêmico, não seguia nenhuma pesquisa universitária, ou um conceito aprendido em sala de aula. Não encontro uma solução pro que vivo, e também não sei se isso faz-se assim tão necessário, encontrar. Quero mesmo é perder-me across the universe!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O farei

Enquanto eu puder não fazer nada, o farei
Permanecerei imóvel, estática, intacta

É tudo tão monótono, repetitivo
Esses cânticos enfadonhos me sufocam

Preciso viver
Porque enquanto não vivo, deixo de existir

E se não existir
Não vou poder fazer nada


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Frank O. Gehry

Dança arquitetônica
Quase que irônica

Formas disformes que inconformam
Formam frases cinemáticas, sinestésicas

E eu perco os sentidos
Os misturo, os confundo

Do papel ao mundo
Da linha ao fundo

Onde tudo pede experimentação
Exaltação, excitação, sensação

Num processo sem regra, sem régua, sem trégua
É um parto intrínseco das idéias