É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Eu não quero
Eu não quero. Não por você mas por mim. Na verdade por mim. Por você também. Mas muito por mim. Eu não quero. Na verdade não quero por você. Não quero por você porque não você por mim. E não quero muito por mim. É bastante por mim. Porque eu até quero por você. Talvez é você quem não queira por mim. Ou eu que quero que você não queira. Mas não por mim. Não queira por você. Não queira por outra pessoa é só o que eu não quero. Então é por mim que não quero. Porque eu não quero. Mas se você não quisesse, eu com certeza não ia querer. E mesmo se eu quisesse, quando você não quisesse, eu passaria a não querer. Eu quero ainda. Mas não quero tanto assim. Eu quero ainda por você e queria poder não querer por você. Eu não quero, e é por mim. Ponto.
Se você vai por muito tempo
Tenho eu medo de quando partir, que as pessoas nunca saibam a absoluta e sincera verdade da minha alma.
Eu, quando decido ou não o momento de partir, nunca fico feliz por completo. Sempre se instala em mim, uma vontade enorme em ficar. Mas por fim, eu não costumo me incomodar com a partida. Não me é inteiramente dolorosa nem triste.
E desejo, única e exclusivamente, que sintam o mesmo, que não sejam inteiros dor nem tristeza. Porque eu, Pétilin, sou um ser que borbulha, que cintila. E só sei disso, porque todos que me viram ou não partir, já me disseram.
Pois então, quando não puderem mais compartilhar comigo horas de sorriso e de risadas, nunca lamentem por inteiro. Pois eu não estarei fazendo isso.
Em minha memória e em minha alma sempre borbulhará e cintilará todos os sorrisos que sorriram comigo. E então, quando o vento me soprar pro alto, tenha certeza que lembro sim de você, que lembro sim de nós, e que nunca esquecerei.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Eu gosto
Das coisas que pairam no ar
Da paixão que avassala
Do perfume que inebria
Da sua barba nada rala
Do ruído do seu sono
Do momento inesgotado
De sentir suar as mãos
De amar e por de lado
De valsar à meia noite
De sambar em noite e meia
De perder a direção
De querer a alma cheia
Furtacor
Ele é assim, um sonho em furtacor. Cintila, mistura e às vezes perde o brilho. Vago. Rápido. Esguio. Por vezes opaco, dessaturado, desconcentrado, desbotado. Me é paixão que fervilha, mas certa hora esfria. Congela. Amanhece o dia, mas só vive quando é céu alaranjado. Ama, irrita, encanta, incomoda. É um vai-e-vem que quase cansa, é preguiça. Depois quem samba?
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Eu estaria mentindo...
...pra mim mesma se dissesse que não sinto a sua falta. Eu sinto falta da sensação de te amar enlouquecidamente e errar mil vezes por amar tanto. Eu sinto falta das horas em que me atravessei em pensamentos e planejamentos para ir te encontrar. Momentos em que fiz as contas da cerveja pra poder comprar uma passagem. Ou das horas que quase vendi minha alma por uma conta de celular. Era o único jeito de tê-lo mais perto de mim. Das horas que gastamos sentados à varanda, depois do almoço, antes da minha partida, tragando a sensação de estarmos juntos e não podendo acreditar nisso. Ou quando à primeira vez deixamos que o MASP guardasse nosso segredo de intensa vontade e paixão. E então quando dançamos enlouquecidamente pelas noites da Gambiarra, variando junto do samba ao rock. Ou então quando te esperei sentada no chão do seu quarto, tocando melancolicamente seu violão, só porque você me pediu pra esperar. Mas foi por ter te amado tanto, por querer tanto, que não te pude ter. E é por isso que hoje eu acerto ao amar, por que eu amo muito e não deixo a loucura me levar. Mas agora, só agora, eu me sinto enlouquecer de novo.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
O silêncio que eu não guardo
Meus lábios secos, entreabertos, se fecham rapidamente ao mínimo vacilo de vibração das minhas sofridas cordas vocais. Estas estão arranhadas, fadigadas, e agora já aceitam o silêncio. É o samba que as silencia. O samba diz tudo que precisa sem precisar falar nada. O samba começa no sorriso, balança o pescoço, encolhe o ombro, movimenta as mãos, instiga a cintura, agita o quadril, balança o joelho e descontrola os pés. Mas a boca, a boca o samba cala. E o silêncio que eu guardo é música que entoa dentro de mim. Porque o samba cala e silencia a boca, mas minha paixão é bossa nova. Porque vibra o coração que canta e se mistura com minha voz. Que é nova e revoluciona, e me faz cantar. E então, o silêncio eu já não guardo.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Liberdade do eu
O meu mundo hoje nublou. Mas sei que era por respeito ao que eu sentia muito lá no fundo. Porque o meu mundo real, este, abriu o sol pela tarde, quando eu vi que amor rima com dor só quando eu quero a poesia melancólica. Porque o meu amor de hoje rima só com amor, e assim me é suficiente. A nebulosidade respeitosa aquietou a tempestade da noite anterior, e sei que a vida é assim: Tormentas e calmarias. Hoje, eu amo e assumo. E sofro, assumo também. Mas nego ser sofrimento de amor... "Que seja bom enquanto dure porque eu estou amando." É exatamente isso. Ele sublimou uma sensação. E com ele eu sambo, eu não minto, eu verdadeiro, eu o que eu quiser. Com ele nós, com ele nós e outros, com ele eu, com ele ele. "É o amor do nós com a liberdade do eu." E a liberdade do eu, é minha busca de agora...
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