segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nossa!!!!!!!!!!!!

Eu choro verdadeiramente, por ter que ser egoísta.
Minha parte egoísta chora, por ter que ser.

Esses versos me acompanharam repetidamente
Por todo um caminho tortuoso que percorri ao deixar pra trás
talvez pela última vez, talvez não,
um lugar que pensei não gostar.

De fato não gosto. Eu adoro.
Não chego a amar.
De fato não amo. Mas adoro,
e de forma igualmente verdadeira.

Paira a tristeza. Por não querer.
"Foco na sua graduação" - Foi o que ouvi.
Mas, e a graduação deles?
Mas, e a minha graduação?
Mas, e a graduação deles?
Mas, e a minha graduação?
MAS, E A GRADUAÇÃO DELES?

De fato não os gosto. Eu os adoro.
Não chego a amá-los.
De fato não os amo. Mas os adoro.

Choro, egoísta.
Mas aguardo, que a minha e a deles, tornem-se
NOSSA!!!!!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ela não sabe de mim

Ninguém nunca escreveu como ela. E não falo de Simone de Beauvoir. Falo de outra que me é mais real que esta já dita. Espero também que nunca ousem escrever. Ela ama, ela poesia, ela fumaça, ela intriga. Sigo seus passos sem nem citar o nome. Me escondo da verdade de amá-la de um jeito envergonhado. De amar suas palavras. De amar seu pensamento. Me envolve mais que no olhar. Me envolve mesmo o coração. Porque cada palavra sua me aquece, e simultaneamente, e desesperadamente, me isola. Vago num mundo em que eu e ela não existem quando postas juntas. Eu e ela nunca fomos. Eu e ela nunca seremos. É um fato. Tudo que nos conecta é um passado não conectado. É um mesmo sentimento que não existe em conjunto. É um mesmo sentimento diferente, e separado em tempo, espaço e pensamento. Eu não sou sem ela, mas ela não sabe de mim.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Arranquem as asas!

"Arranquem as asas!" Era mais fácil dizer isso do que nos iludir em frente à uma aprovação. Mais de dez anos deixando-as crescer, para quando enfim as abrimos, elas nos são podadas como meras gramíneas ultrapassadas. "E de que adianta viver sem minhas asas?" Viro bicho desumanizado e volto a ser enjaulado. Quanta hipocrisia! Ouso dizer que foi até falta de esperança. E depois tornam a se perguntar cadê os artistas contemporâneos? Eu respondo: FINITOS PELA ACADEMIA. Mais do que ela, finitos por todo esse universo intransigente de pessoas amargas e estritas. Às favas com esse preconceito que me cerca! Às favas!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Nunca...

...hesitei tanto para, por fim, deixar de fazer.

SACO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Não vou...

...me cobrir de probidade, não vou me cobrir de palavras cultas, nem curtas, não vou deixar de sentir a dor que dilacera a alma, ou todo resto, disso eu não vou mais fugir.

Apago a luz.
Acendo a alma.

E mesmo assim era tudo sombrio. Não pela penumbra. Mas era um tudo junto tão fragmentado que me assustava. Aqui crianças a brincar, ali crianças a se drogar. E o ônibus que não passa, e o frio não embaça.

É porque é, e eu já não sei responder. Vago vaga-lume.

E mesmo...

...que não seja belo,
é o meu amor.

Sei que não é o Tejo,
mas é rio e sente minha dor.

Quem sabe o velho ou a criança, já não sei.
Tudo nisso me surpreende.

E quero não querendo,
e sonho não sonhando,
e penso não pensando,
e vivo não vivendo.

E é essa a pior a parte.
A que dói e não é arte.

Se quer, eu fujo,
se foge, eu quero
Se some, um pulo,
o resto eu libero.

Mas que resto?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Uma...

...vez eu li que as coisas não existem lá fora se não estou presente para vê-las existir. Portanto o que existe agora sou eu, palavra e computador. Sempre achei esse um pensamento suficientemente bom. Até agora. Até agora que li esta frase: "Ainda existe sem que haja quem o veja!". E então parei de ler o texto, e voltei a divagar sobre a existência ou não-existência das coisas. Resolvi inverter a história. Se para mim existe agora "eu, palavra e computador", para os outros eu não existo. Ninguém está presente para me ver existir. Isso me deu um desespero tão grande. Normalmente eu seria auto-suficiente para não me importar, e até achar confortável a ideia de existir só pra mim. Mas agora todo meu pensamento se dissolveu, porque eu "Ainda existo sem que haja quem me veja", ou não?