É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso. Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
sábado, 26 de março de 2011
Puro
Entendo. É éter. Talvez bastante da minha parte, por obrigar-me sê-lo. E sou. Porque fico matutando inconsequências. Porque fico discursando o desapego. E se não o quero, preciso. Não me sinto andorinha, vou e volto e faço eu o meu verão. Eu não quero o que eu prego, mas se prego vou querer. E agora, só agora, eu quero. É o meu jeito errado de tentar fazer o meu jeito certo. Mais do que éter, é meu. Mais do que ser meu, sou eu.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Queria querer de novo
O pior é saber que de alguma forma ainda prezo um certo tipo de carinho por ele. Porque em nenhum momento eu não gostei dele, apenas fui desgostando. Mas também não sei dizer o que é que me faz falta. Acho que é mais o contato, o toque, as tatuagens. Que engraçado... As tatuagens. E agora eu prezo tanto um corpo virgem de desenho, uma mente tranquila de forma verídica. Eu não sei onde eu errei. Não sei nem se houve erro. Simplesmente se desfez, dissipou, vagou ao vento. Nem vento, muito menos vendaval, foi uma brisa que me tirou alguém que eu aprendi a gostar, e desaprendi surpreendentemente rápido. É, queria mesmo querer de novo, querê-lo de novo...
sexta-feira, 18 de março de 2011
Não é possível...
Eu devo mesmo gastar felicidade. Assim, como se fosse uma coisa que quase acaba. Talvez depois renove, mas quase acaba. Hoje é um dia que quase acabou minha felicidade. Porque ontem, ah ontem... Ah festa... Ah noite... Dizer que eu transcendi é absolutamente plausível. Foi de novo aquele prazer inigualável, aquela diversão que não cabe. Eu não cabia em mim ontem, sentia-me gigante, e nada mais me importava. Eu era toda amor, eu era toda luz. Sentia-me o Sol. Eu era mesmo o Sol, e não uma folha marrom boba. Não mesmo...
domingo, 13 de março de 2011
As maravilhas
Entrei num mundo novo. Me senti quase um Marco Polo, só um pouco mais humilde. Começo a desvendar a partir de amanhã uma cultura que andava paralela à minha. Sou sim uma nova pessoa. É uma nova ginga por aprender, novos passos, novos pensamentos, e até mesmo uma renovação da minha alma. Um auto-conhecimento que busquei, encontrei, perdi e enfim encontrei novamente. Aumento meu respeito, meu silêncio e meu aprendizado. É justamente isso, não quero ser mestre, quero ser aprendiz.
sábado, 12 de março de 2011
São eles tantos
Encontrei nele um querer não desesperado. E já não sei de quem falo. Este me fora um pensamento antigo. Porque o ele que quero agora com certeza não é o mesmo. Apesar de ser igualmente não desesperado, o querer por esse anterior é fato que ruiu. Já não me repudio tanto pela volatilidade das coisas, dos sentimentos. Eles são puro éter, e tal caráter me é, agora, louvável. Para assim me obrigar inconscientemente à um Carpe Diem clichê, quase infame mas necessário.
domingo, 6 de março de 2011
Um carnaval que há de ser inesquecível
Eu sentia a chuva batendo de leve em meus pés, mas continuei deitada com a janela aberta. Sentia um prazer com aquele quase formigamento. A brisa fria que entrava no quarto era compensada pelo calor que eu consegui manter dentro de mim. Eu já não combino, eu já não faço promessas e, principalmente, eu não minto, não mais. Com ele eu não consigo isso, não que eu já tenha tentado. Das folias que o carnaval se preza em prometer, essa anda sendo o auge de todas as noites. Vou encontrá-lo, e sei disso. Amélie Poulain e seu destino fabuloso podem ficar pra depois, eu já encontrei os meus melhores detalhes...
quarta-feira, 2 de março de 2011
O beijo que eu não dou
Talvez eu seja a mulher da vida dele, e ele não faça ideia disso. Ou talvez eu me conforte com esse pensamento por me ver sendo a mulher perfeita para o que ele precisa. Mas quem sou pra saber do que ele precisa? Quem sou, além da pessoa que escuta suas verdades quase sussurradas, ou por vezes, quase berradas quando a vontade lhe é incabível? Mais ainda, quem somos nós diante de todos nossos outros amores? Às vezes mais reais, às vezes mais profundos, às vezes mais sinceros. E por vezes nada disso. Nosso amor vai além da cama. Apesar de sermos muito nós mesmos quando resvalados num aconchego íntimo. Nosso amor vai além do fraterno. Cuidamos de nós numa reciprocidade silenciosa. E quem sabe eu não me torne mesmo a mulher da vida dele, quando descobrir até onde vai esse amor não amado, essa dor não doída, esse beijo não dado.
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