sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Agora sim: Feliz 2010!

Era 5h58 quando liguei o computador. Já havia perdido as garrafas, os amigos, e logo o ano novo. Enquanto todos corriam pra casa, pro calor, pros amores. Eu corri pro desespero, pro frio, pras lágrimas, e claro, para poesia. Elas (as lágrimas) me possuíam. Como se tivessem feito um pacto no qual eu não poderia me divertir. Mas que maldade estariam elas fazendo? Absolutamente. Fomos todos egoístas. Salvamos um, dois, NO MÁXIMO. Nunca mais que três amigos. E é assim. Sempre. Encontramo-nos na esquina: aquela, daquele ano novo. Rimos um pouco, brigamos um pouco, e logo desistimos. Reclamamos do frio, da hora, do ano, da chuva, do vento, das pessoas, das brigas. E nunca abrimos mão de tudo só para sentir a chuva vir como se zombasse de nós, e testasse nossa verdadeira vontade em estar lá. Não por mim, não por nós. Mas por todos que teríamos encontrado se não fosse o vento, a chuva e o frio. O único dia do ano que achamos que encontraríamos o mundo. Os amiguinhos de infância, as pessoas mais perdidas.

Desculpa, esse ano eu não encontrei nem a mim mesma...

Se me perdi em algum ano novo, eu duvido.

Mas talvez já tenha me perdido nas esquinas...

Nenhum comentário: