É como se ele não existisse, e nunca o tivesse sido além de minha imaginação, por vezes nem na imaginação... As lembranças são vagas. Seu tato me parece distante. Mas ainda assim tudo tem um quê de amargo. Falei tanto, pensei tão pouco, transformei em poesia. E logo dissipei algo que talvez se tornaria lágrimas. Estas foram sim derramadas, mas eram poucas: logo cessaram. Em uma semana, menos até, arranquei-o de minha vida. Pensando friamente: matei uma parte dele em mim. Resta ainda um quase nada às vezes muito intenso do que eu era e fui só pra ele. Talvez ele nem saiba disso, e nunca vá saber se não quiser, mas uma parte que era minha nascera dele. Se deixarei morrer? Por ora não tenho a resposta. É assim, uma carta impessoal. Acho que na verdade é de mim para parte dele em mim. Para que eu consiga gastar e definhar este pouco que resta. Fora uma morte lenta, mas nada dolorosa, confesso. É apenas uma questão de escolha...
05/01/2010
* Pétilin Assis de Souza
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