sábado, 16 de janeiro de 2010

Poliana apaixonada (5)

Poliana depois de desapaixonar-se por um, apaixonou-se por tantos outros. E as paixões a levaram às mentiras, as mentiras a levaram ao caos. Tudo muito caótico e impreciso. Poliana precisava livrar-se desses grilhões. Viajar, era sempre uma solução. Abandonou então sua pequena cidade, e partiu enfim ao encontro de seu noivo.

Tentou.

Mas era sua essência: paixão. Não pôde mudar. Negar essa verdade tornara-se impossível. Enfim perdeu o controle. Resolveu descabelar-se. Mas sempre por pouco tempo: apaixonada sempre, paciente nunca. Passada uma semana, já era Poliana novamente. Aquela: Poliana apaixonada. E nada de mentiras, mas muito de caos. O noivo, satisfeito com as próprias loucuras, afastou-se e logo sumiu. Poliana mentirosa e orgulhosa resolveu enfim recomeçar.

Mas como? Se o então conde da Germânia não lhe saía da cabeça? Como se seu nome insistia em aparecer em jornais? Por quê? Não era tudo apenas uma idéia? Por que não esquecer? Poliana mal procurou a resposta, mas voltou a procurar o conde. E voltou à sua cidade. E voltou ao seu lugar no trem. Como sempre malas feitas às pressas. A cidade grande dessa vez não mudara. Mas Poliana resolveu variar: encontrou-se com outro conhecido, em outra parte da cidade. Talvez dessa vez não ficasse tão perdida. Soube então que o conde descobriu sua procura, e passou a esperá-la na estação. Ansiosa, mas nunca nervosa, Poliana arrumou-se, como se fosse sua única chance e saiu.

Poliana foi, enfim, encontrar o conde da Germânia.

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