"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
- Clarice Lispector
Por quê? Como? É assim que eu ando, taxando interrogações. Não aos outros. Extremamente introspectiva e cansada de julgar. Sinto uma necessidade, temo que efêmera, de cuidar de mim. Não sei se egoísta ou não, mas quero meu bem. E que isso não seja entendido como uma forma de me destacar, brilhar ou enfim. Mas se o fizerem, pouco me importa. Temporariamente egocêntrica, mas de forma intensa. Se incomodar, não tenha pressa, dou a certeza de que passa, isso eu não temo.
Peço desculpas pelas pausas. Mas meus pensamentos estão vindo fragmentados.
Não sei dizer ao certo onde foi que terminou minha vontade do outro e se iniciou a vontade plena por mim. A vontade de viver sem compartilhar. Talvez as discussões em bar não tenham sido errôneas. Já que concordo que felicidade plena (dado que ela existe, não discutirei isso - por ora), só é real quando compartilhada. Mas ando (de forma inversa) plenamente feliz sem compartilhar tais felicidades. Sentimentos unicamente meus, sensações exclusivamente minhas, e pensamentos, redundantemente, meus também.
Se é sempre assim, não sei e também não acho. É só que agora isso me parece muito mais em destaque. Essa coisa de ser meu. Mas sem o sentimento de possessão, já que hora ou outra divido com o mundo minhas experiências (visto até que estou aqui, escrevendo - tudo bem que é preciso ter participado de tudo e saber ler entrelinhas...).
O ponto é só que preciso escrever como numa forma de registrar o início do meu egocentrismo descomedido. Para que não me venham com: Por quê? Como? - Já disse que não o estou fazendo com os outros, justamente para não fazerem comigo.
Se interessa, repito: Passa. Mas não me apresse.
Um comentário:
Foi uma sorte grande achar teu blog. Um dos maiores tesouros que a internet porde oferecer é o fato de conseguir achar pessoas semelhantes em lugares distintos. Vou frenquentar sempre.
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